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3 de janeiro de 2018
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11 de janeiro de 2018

Cananéia

Cananéia

Cananéia 

Quer saber se uma cidade é realmente interessante? Depois de algumas horas, sem nenhum compromisso pergunte a si próprio “Eu moraria aqui?” Sendo positiva a resposta, relaxe que você estará fazendo um ótimo passeio.

Chegamos, nos instalamos, fomos encontrar uma jornalista amiga nossa, que claro perguntou de imediato. Estão gostando de Cananéia? A Beth respondeu. – Sim, eu moraria aqui. E o que há de impressionante para essa resposta tão decidida? Nada de especial. A atmosfera da cidade é que é especial.

Aliás quero chamar Cananéia de Vila e não de cidade. Essa expressão sintetiza melhor a sensação que Cananéia nos passa.

       

Você olha aquele centro histórico, observa muito imóveis seculares e percebe que nenhum deles tem opulência. Todos são térreos. Praticamente nenhum se destaca por grandiosidade. Esse nivelamento é o primeiro indicador que chamar Cananéia de Vila é muito mais apropriado.

Cananéia funciona como vila, como bairro, como cidade provinciana. E isso deve ser interpretado como um atributo positivo. Tem vida própria independente do turismo. Eu francamente não gosto de estar num local que despudoradamente se transformou para atender um público alienígena. Educadamente não farei nenhuma citação, mas vocês sabem o que quero dizer comentando essa descaracterização.

Adoramos ter estado em Cananéia na primeira semana de Dezembro e assistir a cidade se preparando para o natal. Mas ela se preparava para o natal dela. Nada de fantasioso, artificializado pensando no Turismo.  Fomos xeretar a montagem do presépio na igreja matriz. Vimos uma comunidade fazer um trabalho artístico de bom nível com uma preocupação importante, representar no presépio a cultura da cidade e da região.

Ficamos por duas noites (sexta e sábado), várias horas vivenciando o que se passava na praça da matriz, Praça Martim Afonso. Vimos uma sociedade se mover muito “na boa”. Realmente a Vila de Cananéia respeita, cuida bem, se preocupa, mas não está desfigurada em função do Turismo.

A praça não é gigantesca, mas é ampla na mesma noite vimos um grupo de teatro amador se apresentar. Um grupo de dança também mostrar sua arte.

Um grupo de jovens começou a montar um stand com som, bebida, comida. Fomos xeretar e ficamos emocionados com o espírito que move aquele grupo.

Vejam que ótima história. O menino Marcelo era cadeirante. Amigos de escola, vizinhos, foram formando um grupo que tinha por objetivo deixar o Marcelo integrado a todas as atividades da cidade. Através desse grupo Marcelo participava de viagens, passeios, bailes, festas, de todas as atividades. Concordem comigo. Um grupo grande de pessoas unidos com esse  tipo de objetivo não é coisa comum. Mais interessante ainda é saber que o grupo permanece unido e agora trabalhando e agindo em prol de outras pessoas com carências e deficiências mesmo tendo ocorrido o falecimento do Marcelo. Esse grupo fazia na praça uma espécie de quermesse, vendiam comida e bebida levantando fundos para suas ações sociais.

Outra coisa curiosa. Alguns rapazes, eles se identificaram como visitantes frequentes de Cananéia. Foram para a praça e levaram uma caixa plástica conservadora abarrotada de cerveja. Eles ofereceram cerveja para muitas pessoas que estavam ou passaram por ali. Negocio vantajoso, uma nova amizade, um papo diferente a troco de uma latinha de cerveja. Curti a ideia.

Vimos restaurantes bem montados, um número enorme de sorveterias. Pousadas interessantes. Sem dúvida o turista está muito bem servido em Cananéia. Repito Cananéia não está descaracterizado, portanto a condição é boa para todo mundo.

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Nosso trabalho é sobre o verdadeiro Turismo da Terceira Idade. Turismo para Maduros. Turismo para maduros descolados. Um Turismo Racional que considera os interesses, objetivos, condições e disponibilidades dos Maduros. Fugimos dos modismos, dos destinos e atrações previsíveis. Buscamos as coisas curiosas, as coisas típicas, excêntricas. Queremos conhecer a alma, a atmosfera a beleza singular de tudo e de todos.

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Pier Municipal

O Centro Histórico de Cananéia está voltado para o mar. O píer municipal é a denominação dos jardins existentes em toda a extensão da Av. Beira mar. Na verdade parece ser um imenso cais. É dali que parte a balsa que liga Cananéia a Ilha Comprida. Ali também estão os atracadouros das lanchas que fazem o transporte para a Ilha do Cardoso, para Ariri e outros pontos acessáveis pelo mar..

Ilha do Cardoso

Um passeio interessante. No trajeto é certo que você encontrará algum bando de botos cinza. Na Praia do Pereirinha será possível nadar ao lado deles.

A Ilha do Cardoso é um parque estadual, está numa reserva. Tudo bem cuidado e funcionando direitinho. A começar que existe um limite (1000 visitantes p/dia), isso garante a preservação do local e a tranqüilidade dos visitantes.

Muito bem bolado é o local de acolhimento do turista. Painéis falam sobre os ecos-sistema da região. Objetos caiçaras estão expostos e um enorme esqueleto de baleia atiça sua curiosidade. As lanchas não são muito baratas, mas o passeio vale a pena. Gostamos.

Ariri    

É o nome de um distrito, distante uns 70 km do centro de Cananéia. Preferimos  acessar o local por rodovia, é pitoresco, agradável, dá pra ver muita coisa interessante principalmente no caminho. Duda não encontrou a menor dificuldade nesse caminho.

Pra nós valeu muito à pena, foi um passeio intenso e interessante. Mas não me sinto confortável para recomendar.  Demos muita sorte, já repeti muitas vezes que adoramos conversar com as pessoas que encontramos. Ficamos conhecendo um marinheiro que trabalha no ferry boat que faz a travessia para Ilha Comprida somente para pedestres. Essa barca só funciona nos dias úteis, era sábado. Narrando sobre os pontos imperdíveis de Cananéia ele se mostrou um fã incondicional de Ariri. Glorificou o lugar, nos incentivou e acabamos fazendo um acerto para ele nos acompanhar.

Essa presença fez toda a diferença. Ele nos mostrou cachoeiras escondidas a beira da estrada. Nos apresentou pessoas. Indicou locais. Sem esse “guia” o passeio teria sido somente razoável. O município perde muito em não sinalizar as atrações existentes.

Museu Municipal de Cananéia                                                                  

Funciona num casarão super secular construído em pedra. É lindo.

Não é um acervo grande, mas tem muita coisa interessante voltada para o histórico de uma cidade fundada e mantida como um ponto estratégico de colonização.

 

Num contraponto com tantas peças de uso militar, temos o esqueleto de um espetacular tubarão branco. É contado que esse foi o segundo maior tubarão  capturado no mundo e é o maior esqueleto preservado e exposto. Era um animal com comprimento de 5,5m e pesava 3,5 tons.

Rua Tristão Lobo, 78 

 

 

A Figueira de Cananéia

(essa história é ótima)

A praça, hoje chamada Martim Afonso de Souza, é o centro do município desde sempre. Bastante próximo desse local, numa data próxima a 1501 quando povoamento teve seu início, foi edificado um obelisco, uma espécie de pilar bastante comum na época. Esses “pilares” com o escudo de armas da coroa portuguesa funcionavam como marcos de soberania sobre o território.

É contado que criou-se um limo em um dos lados dessa pedra, de alguma maneira (possivelmente através de um pássaro) um semente de figo foi ali depositado. Essa semente germinou, cresceu a arvore foi se estruturando, ficou enorme (teve séculos para isso) e acabou por envolver o pilar de pedra. Temos, portanto uma árvore que em seu interior tem uma grande pedra. Os mais fantasiosos denominam essa figueira como “A arvore do coração de pedra”. Sem depredar a árvore é possível, em alguns pontos, constatar a pilastra aprisionada em seu interior.

Uma árvore secular é coisa rara. Uma árvore secular que “engoliu” um obelisco em pedra é coisa inédita. Não há na praça uma única citação para esse fato que deveria ser classificado como importante, e entendido como atração turística.

A potencialidade do Brasil em termos turísticos é inversamente proporcional a visão administrativa das “ortoridades”. 

                                                                Desculpe não anotei o nome oficial da praça. Pronto, você já tem um bom motivo para puxar conversa com alguém da terra. Quem gosta de viajar deve praticar esse hábito.

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Restaurante A Figueira

A culinária é correta, o cardápio oferece sugestões trazidas da cozinha caiçara, você sairá satisfeito.

Mas o ambiente é demais. O estabelecimento funciona num casarão secular construído inteiramente em pedra perfeitamente preservado.

Com exceção do telhado as interferências na construção original foram mínimas. Inclusive os porões, que claro funcionavam como senzala estão lá a disposição.

Restaurante A Figueira                                                                                                                                                                        R. Dom João II, 74                                                                                                                                                                                        (13) 3851 3738

*Clicando nesse sub-título sublinhado você estará numa página que conta  mais sobre esse restaurante.

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Hotel Recanto do Sol

Essa pousada é ótima. Tem uma localização incrível. Andando um quarteirão você está a beira mar. Ou andando quatro quarteirões você está na Praça Martim Afonso de Souza. Foi uma ótima escolha.

Espaço, limpeza, acomodações. Tudo que você espera encontrar numa pousada corresponde a suas melhores expectativas. E com essa localização privilegiada você fica com um excelente custo benefício.

                     *Clicando nesse sub-título sublinhado você estará numa página que conta                                  mais sobre essa pousada.

 R Pero Lobo, 271
 Fone: (13) 3851-1162                                                                                                                               [email protected]                                                                                                               http//hotelrecantodosol.com.br                                                                                                                              

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Quer conhecer melhor Cananéia, acesse    www.cananeiaemfoco.com.br 

Tanto na Internet como na revista impressa a jornalista Kira Gordon conta coisas muito interessantes da cidade que ela tanto ama. __________________________________________________________

A primeira cidade do Brasil.

Martim Afonso de Souza tinha por missão promover a ocupação (povoar) da região mais extrema da área destinada a Portugal pelo Tratado de Tordesilhas.

Em Cananéia é dito que essa foi a primeira cidade fundada no Brasil e que São Vicente, município que ostenta essa condição oficialmente teria sido fundado logo em seguida. A questão fica por conta de um entrave burocrático qualquer que retardou a remessa de documentos a Portugal. Como vemos, a burocracia nos assola a muito tempo.

O Bacharel de Cananéia

Uma história muito interessante é contada sobre a colonização dessa área. É dito que em 1502, uma expedição comandada por Américo Vespúcio teria trazido e deixado na região um degradado, Cosme Fernandes. Homem culto de destacada atuação na corte que possivelmente tenha sido desterrado por ser Judeu.

Na cultura da terra é dito que essa pessoa era conhecida por Bacharel, que até mesmo por sua condição de degradado nunca prestou obediência a Coroa Portuguesa. Foi uma liderança, fez grandes combinações com os indígenas, possuía escravos e acabou gerando uma espécie de território livre na região.

Dessa forma, se considerarmos que Martim Afonso chegou a região 30 anos depois, temos que admitir que o povoado que deu origem a Cananéia já estava implantado a muito tempo.

           

       

__________________________________________________________________________Litoral Sul Paulista

Os maduros nunca viajam para um destino. Procuramos compor um roteiro, nesse sentido é mais do que importante posicionar Iguape na sua região. Comece lembrando que numa distância muito pequena você tem três municípios Iguape, Cananéia e Ilha Comprida.

 – Cananéia é a mais antiga cidade do Brasil. Tem centro histórico, tem suas tradições e atrações ambientais formidáveis como o Parque Estadual Ilha do Cardoso. Área protegida acessada por lanchas e que abriga em suas águas colônias de golfinhos.

Iguape é um município que tem seu centro histórico tombado como Patrimônio Histórico Nacional. Cidade antiga que protagonizou dois importantes ciclos econômicos (Ciclo do Ouro, Ciclo do Arroz), as marcas desses períodos estão nos muitos casarões bastante bem preservados que encontramos pela cidade. Uma cidade onde a Cultura Caiçara além de preservada é presente em muitas situações e locais.

 – Ilha Comprida, município emancipado há pouco tempo. Seus 74 km de extensão parte pertencia a Iguape, parte a Cananéia. Uma boa política pública está estruturando o município como um balneário. Suas praias são ótimas, não são congestionadas nem deterioradas.

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Região do Vale do Ribeira

Declarado patrimônio Natural da Humanidade, comporta a maior e melhor preservada porção de Mata Atlântica. Dependendo de seu ponto de partida, de sua disponibilidade de tempo, essa ida ao litoral pode ser esticada na ida ou na volta. Temos o Parque do Alto Ribeira. A Caverna do Diabo. As cidades de Registro, Tapiraí, Juquiá.

                                          

2 Comments

  1. […] sul de São Paulo.              Não deixe de conhecer a aconchegante e também histórica Cananéia. Nossa recomendação de hospedagem é o             Hotel Recanto do Sol.            […]

  2. […] foi visitar a Serra da canastra não pode deixar de visitar Capitólio (MG). A cidade que melhor aproveitou a formação do lago de Furnas. O melhor ponto para se visitar os […]

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