Foi com ela…

Treze Tílias
17 de dezembro de 2019
Do Rei do Rock ao Rei do Pop
25 de dezembro de 2019

Foi com ela…

 

Danilinho é o cara mais endinheirado que eu conheço. Sujeito mora num condomínio tão sofisticado que no subsolo do salão de festas tem esse enorme estacionamento pra visitantes. Que loucura. Olhem os carrões dos convidados, essa festa promete.

A porta do elevador se abre e sou literalmente amassado num abraço coletivo. Danilinho é muito criativo, combinou com as meninas que cada pessoa convidada deveria ser efusivamente recebida com abraços, beijos e muita pegação. A intenção era (e claro, funcionou) quebrar o gelo e deixar todo mundo festivo e assanhadinho.

Ideia maluca que deu certo. Sai daquele bolo humano formado sobre mim, com muita vontade de botar pra quebrar. Nossa, fui beijado por tanta mulher bonita, fui tão agarrado, já estou bem excitado. Já conhecia várias das amiguinhas do Danilinho, mas nunca as vi tão “espertinhas”. E aproveitadoras, é cedo e com essa brincadeira já estão todas soltinhas. Uma delas meteu a perna no meio das minhas coxas, quase me masturbou. Alguém passou a mão na minha bunda. Muitas beijaram minha boca, beijo de língua, claro.

Findo os cumprimentos vamos ao ritual preventivo de todas as festas, colocar vários guardanapos nos bolsos para ter socorro em casos de emergência.
No bolso esquerdo do meu blazer percebo já estar ocupado. Imaginei que seria sobra de guardanapos de outra festa. Errado, fiquei surpreso e sem atitude. Tirei do bolso uma encantadora calcinha preta. Uma calcinha usada. Nenhum homem tem uma calcinha nas mãos sem cheira-la. Aquele suave cheirinho de xoxotinha molhada é inconfundível e maravilhoso. Opá hora de ter o mínimo de juízo, esconder a calcinha e disfarçar a excitação. Lógico que eu estava de pinto duro, aquilo no mínimo era uma descoberta super erótica.

Não, aquela calcinha não estava ali por alguma farra anterior. No mesmo bolso estava o convite da festa. Teria notado se ela já estivesse no meu bolso. Essa calcinha foi colocada agora, aqui!  Mas por quem?
Não consigo deixar de ficar tateando, estou masturbando essa calcinha. Ficar com a mão dentro desse bolso vai informar a autora da brincadeira que já entrei no jogo. Quem será ela? Seja quem for está decidida a trepar e o escolhido fui eu. Deve ser alguém que já me conhecia.

Quem é aquela ruiva sorridente que está me olhando? Vixe, ela me acena com o copo de seu coquetel.
            – Olá, sou Fábio.
            – Isabel, prazer. Está gostando…?
            – Tenho ótimos motivos pra dizer que essa festa está surpreendente.
            – Festa é sempre uma surpresa… …
Ela interrompe a fala e mostra estar sendo chamada. O sujeito bem mais velho e barbudo, que deve ser o marido, quer lhe apresentar um casal.
            – Continuaremos essa conversa, quero conhece-lo melhor………..
Ela se afasta e eu gravo os olhos na bela bunda que ela tem. Noto que ela está usando calcinha. Pode não ser ela a autora da brincadeira.

Margarete… Será que foi coincidência? Olhei pra ela e simultaneamente, sorrindo pra mim ela deu uma cruzada de pernas fantástica. Deu pra ver até o útero dessa sapequinha. Já beijamos muito por essas baladas, mas nunca fomos pra cama. Será que a menina tem toda essa coragem?
            – Estava com saudades….
            – Muito bom te ver. Precisamos marcar alguma coisa, hoje estou acompanhada.
            – Fábio Falcão, me procura na Internet.
Ela se afasta mais rebolativa do que nunca.

A grande merda é que eu não me lembro das mulheres que me agarraram na chegada. Vou procurar aquelas de quem lembro o rosto.
Com certeza aquela alta do cabelo curtinho veio me agarrar. Lembro bem que ela puxou minha cabeça para junto das suas tetas. Essa tem ousadia suficiente. Que corpo… Vou me dar muito bem.
            – Você é o Fábio? Ela deixa o grupinho com quem conversava, dá passos resolutos e me aborda.
            – E você é quem?
            – Matilde. E não sou adivinha nem cartomante. Um pouco bruxa, mas isso é outro assunto. Ontem a tarde estava na Paulista com uma amiga, Jô Batista, ela identificou você, relembrei quando você entrou.
            – Aposto como ela falou mal de mim.
            – As mulheres nunca são sinceras quando descrevem os homens. Principalmente quando eles têm bons atributos. E o zoom do olhar dela sobre você deixou claro que, se ela como mulher fosse sincera sobre você, dissertaria sobre ótimos atributos.
            – Você não deveria se fiar na opinião de outra mulher, deveria ter sua própria avaliação. Sorrindo marotamente ela demora alguns segundos a mais e responde.
            – Claro que não, quero ter opinião própria. E não me contentarei com impressões, quero comprovação.
Encostei meu copo em seu rosto, me apoderei de seus lábios, sua boca foi muito receptiva. Ela dá um passo para trás, desce seu olhar, foca na minha excitação, começa a se afastar dizendo.
            – A noite mal começou.

Parece que batizaram as bebidas. Todas as mulheres nessa festa estão com ar de quem está louca por uma trepada. Eu também não estou cabendo em minhas calças. Parece que estamos num Cio coletivo. Se faltar energia, isso aqui vira um bacanal em segundos.

Patrícia, velha conhecida de várias noitadas surge segurando a mão de uma amiga. Passa por mim e sentencia.
            – Mais tarde quero um pouco de você pra mim. Elas trocam risinhos e entram no banheiro.
Seria dela a enigmática calcinha?  A Patrícia que eu julgo conhecer não é dada a jogos eróticos. Fode como gente grande, é ótima na cama, e estupidamente objetiva. Na primeira vez que nos falamos com 10 minutos de conversa a maluquinha perguntou.
            – Você não vai me convidar para trepar? Confesso que cheguei a ficar impactado com a pergunta. E quando entramos no quarto ela tirou a roupa em segundos. Esse joguinho da calcinha não é coisa dela.
Noto que as duas saem do banheiro carinhosamente abraçadas. Parece que hoje Patrícia mudou de cardápio. 

Converso, bebo, cumprimento, bebo, converso um pouco mais bebo outro tanto. E a noite vai passando.
Recebo risinho, ganho beijinhos, ouço promessas, recebo desculpas. Sou acarinhado. Tudo extremamente sexualizado, mas nada se aprofunda…
Será que essa calcinha colocada no meu bolso não é coisa do Danilinho? O cara é bem criativo. Pode ter inventado de colocar calcinhas nos bolsos dos homens imaginando que iriam ficar, assim como estou, sedentos de uma boa farra e sem deixar nenhuma mulher em paz.

Deu vontade de ir embora. A tal dona da calcinha vai ter mais uma chance. Vou me despedindo, vou com a maior calma do mundo para a saída. Se ela quiser me abordar, não vou dificultar.
Já no subsolo, resolvo tirar o blazer, abro o carro e… Opá… Um recado objetivo, num guardanapo assinado com lábios de batom: Apto 117, bloco B.
Bom… agora parece que não tem mais jogo. Eu vou…e fui!

Tomei o elevador correto, desci, procurei o apto indicado e encontrei uma porta entreaberta. Gente, essa mulher é super criativa. Vou acabar gozando somente com essa brincadeira.

Entro, penumbra quase absoluta. Junto ao único abajur acesso um robe preto. A segunda e última luz está acessa no banheiro. Resolvi relaxar e entrar totalmente no clima. Despi a roupa, abri o chuveiro, deixei a água me revigorar e remover da minha virilha a prova escorrida de uma noite enigmática e excitante.

Encerro a ducha, me enxugo e encontro sobre o robe que estava destinado a usar um venda de veludo também preta. Não posso ficar com frescura, coloco a venda antes mesmo de vestir o robe.
Mal terminei de me compor e uma mão de pele fria segura meu braço, sou puxado para algum outro ambiente. Me deixo levar. Percebo que a escuridão é total. Uma música instrumental toca num volume baixíssimo. Acredito que uma vela perfumada está acessa. O aroma é ótimo.

Sou deitado de costas numa cama, a minha enigmática parceira com suas mãos doces, macias e frias vai levantando meu robe e acariciando minhas pernas, se ela determinou essa posição é por quer ter o controle absoluto da ação. Estou determinado a manter absoluta passividade. Vou concordar e ceder a tudo.
Além das mãos sua boca entra em cena e percorre os mesmos caminhos. Ela começa a amassar minha bunda como de preparasse massa de pão. Adoro isso. Tenho o maior tesão de termina bunda acariciada.
Estou ganhando um beijo grego sensacional. Meu corpo nessas horas não deixa de dar uma reboladinha.
Ela de deita sobre meu corpo, envia sua mão sob meu peito, encontra e belisca sem dó meu mamilos. Como se fosse o golpe de alguma luta ela se trava em mim, jogando nossos corpos de lado. Ela se desvencilha sobe sobre meu corpo e me cavalga.
Que perfeição, que mestria. Essa é a melhor posição para dar uma puta gozada. A mulher por cima pratica a ginástica que quiser, tem total liberdade de movimentos. Faz seu pinto tocar o ponto G, ou qualquer outra letra do alfabeto.
Estamos galopando como se estivéssemos no terço final de um grande prêmio. Quebramos o silêncio, começamos a gemer e urrar. Ficar excitado aquele tempo todo acabou fazendo meu corpo retardar a minha ejaculação. Curti muita aquela ginástica sensualíssima, era uma sensação crescente de um prazer enorme que culminou num gozo gigantesco, memorável e potencializado por sentir aquele corpo gotosíssimo tremer, e tremer muito de prazer.

Ela ficou relaxando sobre meu corpo por alguns minutos. Nossas mãos trocaram alguns carinhos em nossos corpos. Afastando-se muito pouco suas mãos me ofereceram uma bebida gelada. Não era alcoólico era refrescante. Alguma coisa como mate com menta, muito suave, bem geado. Bebi prazerosamente.

Gente, tomei um Boa Noite Cinderela do bem. Adormeci, desmaiei, acordei as 9 horas da manhã do dia seguinte.  Nada meu foi furtado, não houve nenhum constrangimento. Sobre minhas roupas outro recado, dizia. Nós veremos…

Não bisbilhotei a casa. Me vesti e fui embora. No estacionamento fui chamado.  Era o Danilinho me identificando e perguntando.
            – Não me diga que você dormiu aqui na garagem? Atabalhoadamente respondi.
            – Não, eu na verdade. Nem sei como explicar….
            – (gargalhando) Se não foi problema, foi farra… Conta ai safado!
            – É que tinha uma calcinha no meu bolso…
            – De quem era a calcinha?
            – Não sei…
            – Como? Com quem você ficou na festa?
            – Não fiquei com ninguém. A calcinha …
            – Tá legal, esqueceu o nome da gata. Que farra, hein… Como era ela.
            – Não sei, não vi!
            – Trepou a noite toda e nem viu a mulher? Quer que eu acredite? Fábio, afinal, você dormiu aonde?
            – No apartamento 117 do bloco B.
            – Para de falar bobagem. Esse apartamento também é meu. Estava alugado para um executivo de uma empresa francesa até a semana passada.
            – ……………………… mas é verdade…………
            – … … …
Essa é a hora certa de dizer………..
            – Com a fama que eu tenho, quem vai acreditar…?

___________________

Escolha sua próxima leitura……

A hóspede            Vem transgredir comigo           Marido de aluguel        Edifício Minister 
A serviçal           Ele queria um homem             Orgasmo marcado           Mary Help

 

           

 

Cako Machini
Cako Machini
Desde 1953 também responsável pelo mundo que vivemos. Publicitário, marqueteiro, empresário. Criativo, amante das artes. Resolvido a viver o Outono de sua Vida junto a natureza, priorizando as palavras e as viagens.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *