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Monte Verde

Estivemos em Monte Verde em Maio último (2019). A última vez que visitei essa cidade, o acesso entre Camanducaia e o distrito de Monte Verde era feito por uma tenebrosa estrada de terra onde qualquer pessoa sensata andava a no máximo 30 Km/h e em dias de chuva pensava muito antes de se aventurar.

Corria uma conversa que os “monte verdenses” não tinham interesse em asfaltar a estrada na intenção de preservar seu paraíso.

Trafegamos agora um trecho, asfaltado, muito bem cuidado, que incorpora a viagem mais um prazer, a satisfação de ver as sempre lindas paisagens serranas da região.

Com certeza, privar-se de segurança e conforto não era a melhor opção e uma cidade (na verdade, um distrito) que tem interesse e dependência do Turismo não pode se opor a isso.

Não há nada para fazer em Monte Verde a não ser curtir aquele gostoso clima de montanha, comemorar a baixa temperatura e o sol reinante, passear por um local com arquitetura com inspiração alemã.

Repito não há muito mais a ser feito em Monte Verde além de curtir uma ótima atmosfera, cheia de calma, cheia de charme.

Essa temperatura bem mais baixa inspira ao uso de um figurino mais composto e todos acabam se mostrando mais elegantes, isso é bom, é gostoso.

Faço esse comentário destacando que em Monte Verde não se encontra aquela afetação vista em Campos do Jordão, por exemplo.

 

O centro do município, basicamente, é composto por uma avenida e um ou dois quarteirões de suas transversais. O problema de estacionamento é grave, simplesmente a região não comporta o conjunto de visitantes instalados em suas (ótimas) pousadas.

Vadiar pelo centrinho da cidade foi a opção de um dos dias da nossa estada. A questão do estacionamento foi resolvida de forma radical. O carro ficou no mesmo ponto o dia inteiro.

Fizemos uma coisa interessante, rodamos bastante pelos arredores da cidade, pegamos estradinhas, etc. Passamos por muita coisa gostosa de ver, bonitos ajardinamentos, casas impressionantes, valeu a pena. Não tenha nenhum receio de se aventurar pelos arredores de Monte Verde.

Seria minimizar a potencialidade do lugar, dizer que Monte Verde é um destino de inverno. Sempre, nas estações intermediárias Primavera, Outono, a cidade e seus atributos será uma ótima opção. Quer um lugar para apenas curtir….Monte Verde.

 

Quando se fala em algum distrito de uma cidade, se pensa em algum povoamento em seus arredores. Sabendo que o distrito de Monte Verde dista do centro do município de Camanducaia 30 Km, e é preciso subir uma serra para acessá-lo, a curiosidade fica aguçada. Como isso se deu?

Monte Verde nasceu a partir da vinda para a região de um casal de imigrantes da Letônia. No final da década de 1930 o Sr. Verner e sua esposa Emília vieram para a região que na época era chamada de Campos do Jaguari.

Eles estabeleceram ali uma fazenda e como sempre acontece, colonos foram admitidos, trechos de terras vendidas e o povoado foi tomando forma.

Grinberg era o sobrenome dessa família, que pode ser traduzido para Monte Verde. A localidade mudou de nome, as belezas do lugar começaram a serem contempladas com mais pessoas, a vocação turística e assim se formou a Monte Verde que conhecemos hoje.

 

Não deixe de ir a pelo menos um dos pontos de observação na serra. Pedra Partida, Pedra Redonda, Chapéu do Bispo, Platô e Pico do Selado. É sempre deslumbrante contemplar a natureza, o gigantismo, a imensidão. O topo das montanhas tem  sempre alguma coisa mágica para nos emocionarmos. 

Nossa hospedagem foi na Pousada Villa da Vila. Lugar, digamos correto. Inteiramente dentro das expectativas pelo preço procurado. Incrivelmente o maior atrativo da Pousada Villa da Vila está no café da manhã. Pertence a mesma família proprietária um restaurante instalado do outro lado da rua, Sabores da Vila é o nome do estabelecimento que funciona independente da pousada.  O café da manhã é servido lá. Nada contra, muito pelo contrário. A questão é que recepção, administração não existem na pousada, qualquer coisa é tratada no restaurante. Os recém chegados (nós por exemplo) ficam desorientados na entrada da pousada esperando alguém se dignar a vir fazer o atendimento. A campainha instalada não serve para nada.

O problema com o café da manhã se dá pelo horário. O café começa a ser servido as 8:30h. Considero isso um absurdo e a “desculpa” pela regra é pior ainda. Os atendentes defendem a regra dizendo que a cidade só começa a funcionar, “só abre” na linguagem deles, nesse horário. Pode até ser, mas desde quando eu preciso ter meus horários regidos pelo funcionamento do comercio local? Quem faz caminhada, ginástica matinal, ou simplesmente quer ficar a toa mais tempo, faz o que? Não gostei e não aceito.   

                Quando os prestadores de serviço, principalmente na área de Turismo e Lazer, irão entender que a regra básica é “Agradar a todos”?

De forma oposta a esse problema, reconheço que poucas vezes saboreei um café da manhã tão interessante. Muita variedade, várias opções de queijos, várias geleias, muitas frutas, várias iguarias tipos bolos, pães. Variedade é tudo num café da manhã de hotel. Tem sempre aquela coisinha que você faz tempo não come aquela que você não prepara em casa por preguiça, aquela novidadezinha que você fica tentado a experimentar…. E assim vamos ganhando muitas gramas não gratuitamente….                                                        

 

Viaje com segurança em todos os sentidos. Dirija com atenção. Faça paradas frequentes. Tenha sempre comida e bebida de qualidade com você. Esteja sempre muito bem hidratado. Cansaço, stress, indisposição isso nunca será boa companhia e sempre com simplicidade poderá ser evitado.

 

 

E o proprietário da Pousada Villa da Vila que é muito mais eficiente como chef restaurateur, nos oferece algumas ótimas surpresas.  Ele adentra o salão oferecendo uma bandeja com aromáticas e convidativas Bruschettas. Francamente acho que ele se diverte muito mais do que os frequentadores. Ele conversa com todos, brinca, interage.

Numa outra entrada triunfal esse gentil anfitrião oferece sanduíches de Carne Louca. Fomos vencidos por mais essa sensação.

E quando já estávamos começando um processo de ligeiro arrependimento pelo pecado da gula, nosso anfitrião brinda seus clientes com sanduíches de Pernil.

Era domingo, chovia muito, ficar observando aquele olhar “malicioso” desse anfitrião, ocupou quase toda nossa manhã.

Sabores da Vila, anote. Como esse estabelecimento está localizado bem afastado do centro da cidade, uma refeição de qualidade uma recepção acolhedora e provavelmente um bom papo, é opção certeira.

Pousada Villa da Vila 

Av. Sol Nascente 1569

(35) 3438-1053

https://www.villadavila.com.br

 

 

 

Cako Machini
Cako Machini
Desde 1953 também responsável pelo mundo que vivemos. Publicitário, marqueteiro, empresário. Criativo, amante das artes. Resolvido a viver o Outono de sua Vida junto a natureza, priorizando as palavras e as viagens.

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