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22 de fevereiro de 2016
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22 de fevereiro de 2016

Taubaté

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É possível ter um dia muito bem preenchido visitando Taubaté. O Sítio do Pica Pau Amarelo, a propriedade que inspirou e serviu de moradia a Monteiro Lobato está lá com todos os fictícios moradores.

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Amâncio Mazzaropi, talvez um dos mais importantes cineastas brasileiros, era filho da terra e transformou sua fazenda nos estúdios da (PAM) sua produtora. Ele era um One Show Man, escrevia, roteirizava, protagonizava, produzia, dirigia, mudava tudo, contratava, demitia…. A maior parte da sua produção, foi feita em seus estúdio que hoje estão aberto a visitação. Conheça mais  http://www.museumazzaropi.org.br/o-museu/fazenda-santa/

Mas repito, essa matéria é somente nossa visita aos                                                                  Figureiros de Taubaté

O presépio de São Francisco de Assis

Um dos santos mais populares, São Francisco de Assis, é conhecido por ser amigo e protetor dos bichos. Melhor seria dizer da ecologia. Sua vida deve ser uma referencia prá todos nós pelo exemplo de desapego.

Poucos sabem que a ele está atribuída a criação da tradição do presépio natalino.

A vida de Francisco foi marcada por atitudes notáveis, por ações que causavam algum impacto. Ele reformou igrejas. Reuniu pessoas em projetos. Para comemorar o nascimento do Cristo, ele resolveu montar um Auto. Usou pessoas que se caracterizavam e se posicionavam formando a cena do nascimento. Essa “cena” era repetida algumas vezes por alguns dias. Na sequência resolveu materializar com bonecos os personagens. Assim a cena perduraria por muito mais tempo. Essa foi à criação do presépio.

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Taubaté nos tempos coloniais  

Em algum momento no século XIX os frades franciscanos resolveram montar no Convento de Santa Clara um presépio. As peças trazidas da Itália eram poucas. Foi pedido o apoio da população, quem tivesse alguma habilidade na lida com barro, que fizesse algumas figuras para contribuir no presépio.

Como toda comunidade nessa época dependia muito dos oleiros (artífices em barro para fabricação de blocos e telhas), a variação do ofício para criação de figuras foi automática.

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A Rua dos Figureiros….?

E nunca mais deixou de existir em Taubaté pessoas que fazem e transmitem a arte de criar em barro figuras de pessoas e animais. Assim se perpetuou a arte dos Figureiros de Taubaté.

A região atribui a Dona Maria da Conceição Frutuoso a revitalização da tradição na cidade. A ela é atribuída a restauração de uma imagem de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, coisa que ela realizou com talento nato sem nenhuma informação ou formação técnica para o trabalho. Daí a população montou uma capela para a santa e acabou se mobilizando e formando o movimento que hoje tem reconhecimento internacional.

Sempre tive essa vocação para “fuçador”. Ouvi falar da Rua dos Figureiros, por volta do ano de 1998. Fui até Taubaté, me fartei encontrando o galpão onde os artesões expõem seus trabalhos e não fui procurar a Rua dos Figureiros.

Agora, em 2015 voltei lá e além de visitar o galpão fui conhecer a Rua Imaculada Conceição, onde segundo a “lenda” (era assim no passado) moravam as famílias empenhadas no oficio de moldar figuras em barro.

As matérias antigas diziam sobre um conjunto de casas pintadas em cores vivas e extravagantes. Percorri a rua algumas vezes, identifique algumas placas anunciando ser residência de alguma figureira, mas bem frustrado não conheci essa tipicidade comentada.

Francamente esperava alguma coisa como o “Caminito” de Buenos Aires, casas pintadas com restos de tinta e que acabavam com personalidade forte.

O endereço do galpão da cooperativa dos Figureiros é Rua dos Girassóis, muito perto da Via Dutra, facílimo de encontrar e com caminho (milagrosamente) sinalizado.

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Padrão

O Azul-Anil, num tom único e fartamente usado. Os pavões. As chuvas. Esses ícones tornam inconfundível e original a arte dos Figureiros de Taubaté.

A modelagem é primaríssima, não esperem expressões que estejam além do primitivismo. Mas as soluções de pinturas trazem uma aura ótima.

Veja na ilustração essa “coisa” que eles chamam de chuva. Perguntei e ninguém no galpão teve resposta razoável para a origem do formato. Bom, não importa, é lindo e criativo.

Na verdade a chuva é uma super sacada de algum (uns) artista (s), com essas hastes foi possível dar uma estética diferenciada. Foi possível dar uma condição espacial para o trabalho.

Nosso texto já expliquei um milhão de vezes, não tenta concorrer com os sites informativos. Nosso enfoque são as sensações as impressões e não os fatos. Visite http://www.figureiros.org.br/index.php/institucional,  é um bom endereço para se ter informações mais concretas.

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